{"id":363,"date":"2022-03-29T16:36:04","date_gmt":"2022-03-29T19:36:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.meet.com.br\/?p=264"},"modified":"2022-03-29T16:36:04","modified_gmt":"2022-03-29T19:36:04","slug":"monitoramento-da-pegada-hidrica-por-bacia-hidrografica","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/2022\/03\/29\/monitoramento-da-pegada-hidrica-por-bacia-hidrografica\/","title":{"rendered":"Monitoramento da PEGADA H\u00cdDRICA  por Bacia Hidrogr\u00e1fica"},"content":{"rendered":"<p>Dra Rita de C\u00e1ssia Monteiro Marzullo<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/alquimia98-300x224.jpg\" alt=\"alquimia98\" width=\"1027\" height=\"768\" class=\"alignnone size-medium wp-image-272\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\n<p style=\"text-align: left;\">Dentro de um contexto de vis\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo para a Governan\u00e7a da \u00c1gua,o monitoramento da pegada h\u00eddrica de produtos fabricados dentro de cada divis\u00e3o territorial denominada bacia hidrogr\u00e1fica pode servir como um importante instrumento no processo de tomada de decis\u00e3o tanto em n\u00edvel local, atrav\u00e9s do comit\u00ea de bacia hidrogr\u00e1fica, como nas esferas municipal, estadual e federal sobre a aloca\u00e7\u00e3o do uso da \u00e1gua.<\/p>\n<p><strong>INTRODU\u00c7\u00c3O<\/strong><br \/>\nAs atividades dos usu\u00e1rios de \u00e1gua em uma bacia hidrogr\u00e1fica s\u00e3o competitivas<br \/>\ne se acirram \u00e0 medida que diminui a disponibilidade h\u00eddrica per capita. Gerenciar essa<br \/>\ncompeti\u00e7\u00e3o significa criar um conjunto de regras para a aloca\u00e7\u00e3o da \u00e1gua, o que, em<br \/>\n\u00faltima inst\u00e2ncia, \u00e9 a ess\u00eancia do sistema de gest\u00e3o de recursos h\u00eddricos (PORTO, 2008).<br \/>\nDentro deste contexto, a pegada h\u00eddrica ou waterfootprint em uma abordagem sobre o<br \/>\nciclo de vida do produto poder\u00e1 servir como um importante instrumento para a<br \/>\nGovernan\u00e7a da \u00e1gua tanto a n\u00edvel local como regional, rumo a uma ECONOMIA CIRCULAR.<\/p>\n<p>A Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos, alicer\u00e7ada na Lei 9.433, 08\/01\/97<br \/>\nArt. 2\u00ba tem por objetivos:<\/p>\n<p>I &#8211; assegurar \u00e0 atual e \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es a necess\u00e1ria disponibilidade de \u00e1gua,<br \/>\nem padr\u00f5es de qualidade adequados aos respectivos usos;<\/p>\n<p>II &#8211; a utiliza\u00e7\u00e3o racional e integrada dos recursos h\u00eddricos, incluindo o transporte<br \/>\naquavi\u00e1rio, com vistas ao desenvolvimento sustent\u00e1vel;<\/p>\n<p>III &#8211; a preven\u00e7\u00e3o e a defesa contra eventos hidrol\u00f3gicos cr\u00edticos de origem<br \/>\nnatural ou decorrentes do uso inadequado dos recursos naturais.<\/p>\n<p>O Brasil possui um Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos H\u00eddricos<br \/>\ncujos objetivos tamb\u00e9m est\u00e3o alicer\u00e7ados na mesma Lei,Art. 32, na qual \u00e9 prevista a<br \/>\ncoordena\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o integrada das \u00e1guas; a arbitrariedade administrativa dos conflitos<br \/>\nrelacionados aos corpos h\u00eddricos; a implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Recursos<br \/>\nH\u00eddricos; o planejamento, a regula\u00e7\u00e3o e o controle do uso, da preserva\u00e7\u00e3o e da<br \/>\nrecupera\u00e7\u00e3o dos corpos h\u00eddricos e a devida promo\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a pelo uso do recurso.<br \/>\nDesta forma, o pa\u00eds conta atualmente com os seguintes instrumentos de gest\u00e3o:<\/p>\n<p>1) Outorga de Direito de Uso de Recursos H\u00eddricos, com a finalidade de<br \/>\ndisciplinar os diversos usos da \u00e1gua.<\/p>\n<p>2) Cobran\u00e7a pelo Uso de Recursos H\u00eddricos, com a finalidade de incentivar<br \/>\no uso racional e arrecadar recursos financeiros para a recupera\u00e7\u00e3o das<br \/>\nbacias.<\/p>\n<p>3) Enquadramento de Corpos de \u00c1gua, com a finalidade de estabelecer o<br \/>\nn\u00edvel de qualidade ao longo do tempo (classe) a ser alcan\u00e7ado ou<br \/>\nmantido em um determinado trecho do corpo h\u00eddrico (rios, c\u00f3rregos,<br \/>\netc.).<\/p>\n<p>4) Sistema de Informa\u00e7\u00f5es sobre Recursos H\u00eddricos, com a finalidade de<br \/>\nfornecer a base de informa\u00e7\u00f5es necess\u00e1rias para a implementa\u00e7\u00e3o da<br \/>\nPol\u00edtica.<\/p>\n<p>5) Planos de Recursos H\u00eddricos, com a finalidade de fundamentar e orientar<br \/>\na implementa\u00e7\u00e3o da Pol\u00edtica Nacional de Recursos H\u00eddricos e o<br \/>\ngerenciamento da \u00e1gua.<\/p>\n<p>A palavra footprinting, por sua vez, possui diversos significados nas mais<br \/>\nvariadas \u00e1reas. Ela \u00e9 usada na \u00e1rea de inform\u00e1tica, para explanar todas as informa\u00e7\u00f5es<br \/>\nnecess\u00e1rias de um determinado sistema em um processo de acumular todos os dados<br \/>\nposs\u00edveis de um ambiente de trabalho (SUTTON, 2005); Tamb\u00e9m utilizada na \u00e1rea de<br \/>\nbiologia molecular no sentido de investiga\u00e7\u00e3o das intera\u00e7\u00f5es espec\u00edficas de liga\u00e7\u00f5es<br \/>\nentre DNA e prote\u00ednas.<\/p>\n<p>Em 1990 Mathis Wackernagel e William Rees da University of British<br \/>\nColumbia definiram a \u201cpegada ecol\u00f3gica\u201d ou Ecological Footprint como uma m\u00e9trica<br \/>\nque permitia calcular a press\u00e3o humana no planeta (GFN,2011). Esta denomina\u00e7\u00e3o<br \/>\nrepresenta a \u00e1rea de ecossistema necess\u00e1ria para assegurar a sobreviv\u00eancia de uma<br \/>\ndeterminada popula\u00e7\u00e3o ou sistema, ou seja, o espa\u00e7o ecol\u00f3gico correspondente para<br \/>\nsustentar um determinado sistema ou unidade. Desta forma, o m\u00e9todo de c\u00e1lculo da<br \/>\n\u201cpegada ecol\u00f3gica\u201d se transformou em uma das ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o do desenvolvimento sustent\u00e1vel, transformando o consumo de mat\u00e9ria-prima e a assimila\u00e7\u00e3o de dejetos, de um sistema econ\u00f4mico ou popula\u00e7\u00e3o humana, em \u00e1rea correspondente de terra (VAN BELLEN, 2004).<\/p>\n<p>A metodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida, no entanto foi inicialmente utilizada em um estudo da Coca-Cola no ano de 1969 para comparar o consumo de recursos e emiss\u00f5es associadas na fabrica\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de embalagem da citada bebida enquanto que Ian Boustead realizou um sistema de invent\u00e1rios de ciclo de vida de 1972 \u00e1 1979.A metodologia continuou a ser desenvolvida nas d\u00e9cadas seguintes com um r\u00e1pido crescimento no n\u00famero de praticantes, o que deu origem ao processo de<br \/>\npadroniza\u00e7\u00e3o internacional para aplica\u00e7\u00e3o da metodologia pela norma ISO 14040 no final da d\u00e9cada de 90 (EEA, 1997). Em outras palavras, esta metodologia \u00e9 cada vez mais utilizada como uma ferramenta em processos de tomada de decis\u00e3o rumo ao desenvolvimento sustent\u00e1vel, com a ado\u00e7\u00e3o de crit\u00e9rios ambientais sociais e econ\u00f4micos, pois considera o ciclo de vida do produto, desde a extra\u00e7\u00e3o da mat\u00e9riaprima necess\u00e1ria para a sua produ\u00e7\u00e3o at\u00e9 sua disposi\u00e7\u00e3o final, fazendo com que a palavra footprint ganhe uma vis\u00e3o mais ampla e sist\u00eamica sobre o que realmente<br \/>\nrepresenta a press\u00e3o do ser humano no ambiente.<\/p>\n<p>Svoboda (1995) e Giudice et AL (2006) ao citarem a origem e evolu\u00e7\u00e3o do<br \/>\npensamento sist\u00eamico sobre o ciclo de vida de um produto apontam que logo na d\u00e9cada<br \/>\nde 1960, cientistas preocupados com a possibilidade de escassez do recurso \u201cpetr\u00f3leo\u201d<br \/>\ncome\u00e7aram a estudar o impacto do consumo de energia ao longo do seu ciclo de vida<br \/>\n(desde a sua extra\u00e7\u00e3o), resultando em estudos de modelagem global que previam os<br \/>\nefeitos do crescimento mundial da popula\u00e7\u00e3o sobre a demanda de um recurso finito para<br \/>\no suprimento de energia e mat\u00e9ria-prima. Este alerta fez com que a Coca-cola iniciasse<br \/>\no estudo de avalia\u00e7\u00e3o de diferentes tipos de garrafa para acomodar e comercializar seu<br \/>\nproduto. Este estudo, com a vis\u00e3o do ciclo de vida, buscou identificar qual tipo de<br \/>\nrecipiente, com diferentes mat\u00e9rias-primas proporcionava menor demanda de recursos<br \/>\nmateriais e energ\u00e9ticos e tamb\u00e9m proporcionava menor lan\u00e7amento de rejeitos para o<br \/>\nmeio ambiente. Na d\u00e9cada de 1970, a agencia de prote\u00e7\u00e3o ambiental dos Estados<br \/>\nUnidos &#8211; U.S. Environmental Protection Agency (EPA), redefiniu esta metodologia<br \/>\ncriando uma abordagem conhecida como REPA (Resource and Environmental Profile<br \/>\nAnalysis) &#8211; An\u00e1lise de recursos e perfis ambientais. Aproximadamente 15 REPAs foram<br \/>\nelaborados entre 1970 e 1975 guiados pela crise do petr\u00f3leo de 1973. Ainda na d\u00e9cada<br \/>\nde 70, em 1972, \u00e9 fundada a UNEP (United Nations Environment Programme ) em<br \/>\nportugu\u00eas, Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Esta<br \/>\ninstitui\u00e7\u00e3o \u00e9 a principal autoridade global em meio ambiente, \u00e9 a ag\u00eancia do Sistema<br \/>\ndas Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU) respons\u00e1vel por promover a conserva\u00e7\u00e3o do meio ambiente e<br \/>\no uso eficiente de recursos no contexto do desenvolvimento sustent\u00e1vel. J\u00e1 em 1979, \u00e9<br \/>\nfundada a SETAC, outra organiza\u00e7\u00e3o de car\u00e1ter interdisciplinar entre cientistas das<br \/>\ndiversas \u00e1reas de conhecimento com a finalidade de encontrar solu\u00e7\u00f5es para problemas<br \/>\nambientais.<\/p>\n<p>Atualmente, a SETAC \u00e9 composta por grupos da Academia, Governo e<br \/>\nInd\u00fastria. Na d\u00e9cada de 1980 houve o in\u00edcio da preocupa\u00e7\u00e3o com o gerenciamento de<br \/>\nres\u00edduos perigosos, incorporando a l\u00f3gica do \u201cciclo de vida\u201d em avalia\u00e7\u00f5es de risco.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m nesta d\u00e9cada iniciou-se a preocupa\u00e7\u00e3o com as emiss\u00f5es no<br \/>\n\u201cmovimento verde\u201d na Europa e o uso do ciclo de vida foi consolidado em um m\u00e9todo<br \/>\ndenominado ECOBALANCE enquanto que o m\u00e9todo REPA era consolidado nos<br \/>\nEstados Unidos. Esta d\u00e9cada tamb\u00e9m foi a respons\u00e1vel sobre a difus\u00e3o do conceito de<br \/>\nciclo de vida na qual empresas multinacionais como Procter&amp;Gamble iniciam estudos<br \/>\ncomparativos de embalagens de sab\u00e3o em p\u00f3 e surfactantes. Na d\u00e9cada de 1990, o<br \/>\nConselho Mundial para solu\u00e7\u00f5es em res\u00edduos s\u00f3lidos finaliza um estudo de ACV<br \/>\ncomparativo em energia e impactos ambientais de diferentes tipos de \u201csacolas de<br \/>\nsuper-mercado\u201d (papel ou pl\u00e1stico). Estudos semelhantes para \u201cfraldas\u201d foram<br \/>\nrealizados, proporcionando grandes pol\u00eamicas nos resultados alcan\u00e7ados. Na \u00e9poca,<br \/>\nconcluiu-se ent\u00e3o que a avalia\u00e7\u00e3o resulta em diferentes resultados dependendo do foco<br \/>\navaliado: energia, recursos, \u00e1gua, res\u00edduos (s\u00f3lidos, atmosf\u00e9ricos, l\u00edquidos) e da<br \/>\nfronteira adotada.<\/p>\n<p>Em 2000, por conta das expectativas de in\u00edcio de um novo s\u00e9culo, ministros<br \/>\nambientais de diversos pa\u00edses se reuniram em Malmo na Su\u00e9cia para elaborar uma<br \/>\ndeclara\u00e7\u00e3o que estabelecia a agenda do s\u00e9culo XXI em uma economia baseada no Ciclo<br \/>\nde Vida de Produtos. Em 2002, embasada na declara\u00e7\u00e3o de Malmo, UNEP e SETAC se<br \/>\nunem e lan\u00e7am a \u201ciniciativa de ciclo de vida\u201d com o prop\u00f3sito de difundir a aplica\u00e7\u00e3o e<br \/>\nuso desta metodologia no mundo.<br \/>\n<img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-265\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/setac-300x244.jpg\" alt=\"setac\" width=\"732\" height=\"596\" \/><\/p>\n<p>A Figura 1 mostra a evolu\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o da metodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do<br \/>\nCiclo de Vida (ACV) com a entrada da Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de normaliza\u00e7\u00e3o ISO,<br \/>\natrav\u00e9s do lan\u00e7amento da primeira norma da s\u00e9rie ISO 14040 em 1997, que deu in\u00edcio<br \/>\nao processo de padroniza\u00e7\u00e3o das principais diretrizes de uma ACV atrav\u00e9s de diversas<br \/>\nnormas subseq\u00fcentes, elaboradas entre 1997 e 2000:<br \/>\n\u00b7 ISO 14040: Princ\u00edpios e Estrutura<br \/>\n\u00b7 ISO 14041: Defini\u00e7\u00f5es de escopo e an\u00e1lise do invent\u00e1rio<br \/>\n\u00b7 ISO 14042: Avalia\u00e7\u00e3o do impacto do ciclo de vida<br \/>\n\u00b7 ISO 14043: Interpreta\u00e7\u00e3o do ciclo de vida<br \/>\n\u00b7 ISO TR 14047: Exemplos para a aplica\u00e7\u00e3o da ISO 14042<br \/>\n\u00b7 ISO TS14048: Formato da apresenta\u00e7\u00e3o de dados<br \/>\n\u00b7 ISO TR 14049: Exemplos de aplica\u00e7\u00e3o da ISO 14041 para defini\u00e7\u00e3o de<br \/>\nobjetivos e escopo e an\u00e1lise de invent\u00e1rio<\/p>\n<p>Em 2006, a ISO revisou e publicou uma segunda edi\u00e7\u00e3o das normas da s\u00e9rie<br \/>\n14040 sobre ACV. As normas ISO 14040,Gest\u00e3o Ambiental &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o do ciclo de<br \/>\nvida &#8211; Princ\u00edpios e Estrutura e ISO 14044, Gest\u00e3o Ambiental &#8211; Avalia\u00e7\u00e3o do ciclo de<br \/>\nvida &#8211; Requisitos e Diretrizes, anulam e substituem as normas anteriores.<br \/>\nAs normas em uso atualmente preveem que a elabora\u00e7\u00e3o de uma ACV est\u00e1<br \/>\nestruturada em quatro fases para diversas aplica\u00e7\u00f5es conforme a Figura 2.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-266\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/acv-300x220.jpg\" alt=\"acv\" width=\"762\" height=\"560\" \/><\/p>\n<p>A fase de an\u00e1lise de invent\u00e1rio calcula todos os aspectos que interagem com o<br \/>\nmeio ambiente em todo o seu ciclo: emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas, emiss\u00f5es de carga ambiental<br \/>\npara os corpos h\u00eddricos, consumo de recursos naturais e energ\u00e9ticos (inclusive \u00e1gua),<br \/>\nemiss\u00f5es de res\u00edduos s\u00f3lidos e necessidade de transforma\u00e7\u00e3o, ocupa\u00e7\u00e3o e uso da terra.<br \/>\nDesta forma, a partir dos invent\u00e1rios do ciclo de vida de um produto, \u00e9 poss\u00edvel extrair<br \/>\ndiversos tipos de indicadores de footprint para cada produto. No entanto, estes<br \/>\nindicadores representam apenas uma contabiliza\u00e7\u00e3o dos aspectos (consumo de recursos<br \/>\ne emiss\u00f5es), sem refletir o impacto causado. A metodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de<br \/>\nVida sugere ent\u00e3o que, ap\u00f3s a fase de an\u00e1lise dos invent\u00e1rios do Ciclo de Vida, cada<br \/>\naspecto seja relacionado ao seu respectivo impacto (fase de an\u00e1lise de impacto),<br \/>\navaliando a pegada na dimens\u00e3o n\u00e3o apenas do seu tamanho e sim de sua profundidade.<br \/>\nA aplicabilidade da metodologia como uma ferramenta ambiental tornou<br \/>\nposs\u00edvel a obten\u00e7\u00e3o de indicadores como o Wood Footprint para o c\u00e1lculo do ciclo de<br \/>\nvida das emiss\u00f5es de gases que potencialmente causam o efeito estufa em produtos<br \/>\nfeitos em madeira (FWC, 2011).<\/p>\n<p>Sem se apegar \u00e0 metodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida, o termo \u201cwater<br \/>\nfootprint\u201d foi inicialmente citado por Tony Allan No in\u00edcio da d\u00e9cada de 90 para<br \/>\ndescrever a tend\u00eancia que alguns pa\u00edses possuem de suprir a necessidade h\u00eddrica de<br \/>\noutros pa\u00edses atrav\u00e9s da importa\u00e7\u00e3o de uma grande parcela de \u00e1gua virtual, ou seja, a<br \/>\n\u00e1gua necess\u00e1ria para a produ\u00e7\u00e3o do produto importado. Em 2002 Arjen Hoekstra<br \/>\njuntamente com P. Hung utilizaram pela primeira vez o termo water footprint para<br \/>\nexpressar a apropria\u00e7\u00e3o do recurso \u00e1gua por uma na\u00e7\u00e3o com a soma da \u00e1gua virtual<br \/>\nmais a \u00e1gua de consumo dom\u00e9stico, em analogia \u00e0 j\u00e1 existente terminologia sobre<br \/>\npegada ecol\u00f3gica (HOEKSTRA, 2002).<br \/>\nEm 2009 foi lan\u00e7ada internacionalmente uma proposta para a elabora\u00e7\u00e3o de uma nova norma ISO sobre water footprint (ou pegada h\u00eddrica) dentro de uma abordagem de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida, visando avaliar o impacto causado nos corpos h\u00eddricos em conseq\u00fc\u00eancia da exist\u00eancia de determinado<br \/>\nproduto ou determinada organiza\u00e7\u00e3o. Em 2011 o rascunho da proposta para a norma<br \/>\ntornou-se oficialmente um item de trabalho para a efetiva\u00e7\u00e3o e a  mesma foi publicada em 2014.<\/p>\n<p><strong>OBJETIVO DO TRABALHO<\/strong><\/p>\n<p>Este trabalho tem como objetivo principal, expor  que a determina\u00e7\u00e3o da pegada h\u00eddrica pode ser utilizada como um instrumento de tomada de decis\u00e3o dentro de um contexto de gest\u00e3o<br \/>\ndescentralizada em um comit\u00ea de bacia hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p><strong>DIFERENTES ABORDAGENS PARA \u201cWATER FOOTPRINT\u201d<\/strong><\/p>\n<p>Hoekstra et al (2011), fundadores da Water Footprint Network, sugerem que a<br \/>\npegada h\u00eddrica seja representada pela soma (em volume) das \u00e1guas azul, verde e cinza<br \/>\nutilizadas na cadeia produtiva de um determinado produto, representando o tamanho da<br \/>\npegada.<br \/>\nA norma ISO 14046 sobre Water Footprint sugere que a pegada h\u00eddrica seja representada pelo impacto causado aos corpos h\u00eddricos em uma abordagem metodol\u00f3gica semelhante \u00e0s sugeridas pelas ISOs 14040 e 14044 sobre Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida, representando assim tanto o tamanho (com as devidas<br \/>\nconsidera\u00e7\u00f5es das particularidades locais de disponibilidade de \u00e1gua) quanto a<br \/>\nprofundidade da pegada (com as respectivas avalia\u00e7\u00f5es de impacto).<\/p>\n<p>Ao fazer uma an\u00e1lise cr\u00edtica entre as duas abordagens metodol\u00f3gicas,<br \/>\nSantos(2011) conclui que as particularidades locais, a diversidade geogr\u00e1fica e as<br \/>\ncaracter\u00edsticas de varia\u00e7\u00e3o temporal dos recursos h\u00eddricos devem ser levadas em<br \/>\nconsidera\u00e7\u00e3o nas an\u00e1lises para que sejam alcan\u00e7ados resultados significativos sobre o<br \/>\nconsumo de recursos h\u00eddricos, o que n\u00e3o \u00e9 feito nos c\u00e1lculos de pegada h\u00eddrica da<br \/>\nmetodologia da WFN. Fatores de impacto locais s\u00e3o fundamentais nas an\u00e1lises, j\u00e1 que<br \/>\nos impactos do consumo de \u00e1gua em regi\u00f5es abundantes em \u00e1gua s\u00e3o completamente<br \/>\ndiferentes dos impactos onde h\u00e1 escassez h\u00eddrica.<\/p>\n<p><strong>ABORDAGEM DA WFN (Water Footprint Network)<\/strong><\/p>\n<p>De acordo com Hoekstra ( 2007), a pegada h\u00eddrica \u00e9 um indicador de uso da<br \/>\n\u00e1gua, que leva em conta n\u00e3o s\u00f3 o uso direto de um consumidor ou produtor, mas<br \/>\ntamb\u00e9m o uso indireto dos recursos h\u00eddricos. Assim, a pegada h\u00eddrica de um produto \u00e9 o<br \/>\nvolume de \u00e1gua utilizado na produ\u00e7\u00e3o deste, medida atrav\u00e9s de toda sua cadeia<br \/>\nprodutiva. A pegada h\u00eddrica de uma comunidade ou indiv\u00edduo \u00e9 definida como o<br \/>\nvolume total de \u00e1gua que \u00e9 utilizado para produzir os bens e servi\u00e7os consumidos pelo<br \/>\nindividuo ou pela comunidade e tamb\u00e9m pode ser calculada para qualquer grupo bem<br \/>\ndefinido de consumidores, cidade, estado, pa\u00eds, etc al\u00e9m de ser calculada para uma<br \/>\natividade, produto ou servi\u00e7o espec\u00edfico.<\/p>\n<p>Para Hoekstra et al (2011), a pegada h\u00eddrica azul \u00e9 representada pelo consumo<br \/>\ndos recursos oriundos de \u00e1guas superficiais e subterr\u00e2neas( rios, lagos, nascentes,<br \/>\nmananciais, len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e aqu\u00edferos) ao longo da cadeia produtiva de bens e<br \/>\nservi\u00e7os. Este consumo significa a perda desta determinada quantidade de \u00e1gua dos<br \/>\ncorpos h\u00eddricos de uma bacia hidrogr\u00e1fica. As perdas ocorrem quando esta \u00e1gua<br \/>\nconsumida \u00e9 evaporada, retorna para outra bacia ou oceano, ou \u00e9 incorporada ao<br \/>\nproduto. A pegada h\u00eddrica verde, segundo os mesmos autores, representam o consumo<br \/>\nde \u00e1gua de chuva absorvida pelo solo e plantas, assim como a umidade do solo. A<br \/>\npegada h\u00eddrica verde \u00e9 ent\u00e3o o volume de \u00e1gua perdida pela evapotranspira\u00e7\u00e3o,<br \/>\ncaracterizando a necessidade h\u00eddrica de cada cultura.<br \/>\nAldaya et AL(2008) estima que a pegada h\u00eddrica verde representa a maior parte<br \/>\ndos fluxos de troca de \u00e1gua-virtual pelo mundo, especialmente atrav\u00e9s de produtos<br \/>\nagr\u00edcolas. Chapagain and Hoekstra (2004) estimam que dois ter\u00e7os do volume total de<br \/>\n\u00e1gua utilizada em cultivos agr\u00edcolas sejam de \u201c\u00e1gua verde\u201d.<br \/>\nA pegada h\u00eddrica cinza \u00e9 definida como o volume de \u00e1gua necess\u00e1rio para<br \/>\nassimilar a carga de poluentes contida nos efluentes gerados durante a produ\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nbens e servi\u00e7os. O volume de assimila\u00e7\u00e3o ou dilui\u00e7\u00e3o necess\u00e1rio \u00e9 calculado baseado no<br \/>\nvolume real de efluentes n\u00e3o tratados dispostos nos corpos h\u00eddricos naturais. Isso<br \/>\nsignifica que um aumento no uso de tratamentos de efluentes ir\u00e1 reduzir a pegada<br \/>\nh\u00eddrica cinza de um servi\u00e7o, por exemplo (HOEKSTRA ET AL ,2011).<\/p>\n<p><strong>ABORGAGEM DE AVALIA\u00c7\u00c3O DO CICLO DE VIDA (Life cycle iniciative)<\/strong><\/p>\n<p>Apesar do uso da ACV existir h\u00e1 algumas d\u00e9cadas, o fato de que a maior parte<br \/>\ndas metodologias de impacto usadas foram desenvolvidas em pa\u00edses industrializados<br \/>\nque praticamente ainda n\u00e3o sofrem de escassez h\u00eddrica fez com que o tema \u201cuso de<br \/>\nrecursos h\u00eddricos\u201d recebesse pouca aten\u00e7\u00e3o dentro do contexto de ciclo de vida at\u00e9<br \/>\npouco tempo atr\u00e1s (KOEHLER, 2008).<br \/>\nA elabora\u00e7\u00e3o de uma ACV envolve a quantifica\u00e7\u00e3o dos aspectos ambientais<br \/>\n(consumo de recursos materiais e energ\u00e9ticos e emiss\u00f5es de poluentes) em todo o ciclo<br \/>\nde vida de um produto que \u00e9 representado pelas etapas que v\u00e3o do ber\u00e7o ao t\u00famulo<br \/>\napresentadas na Figura 3, sendo que a ECONOMIA CIRCULAR se inicia com os processos de reciclagem antes dos produtos irem para a fase de disposi\u00e7\u00e3o final.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-267\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/etapas_ACV-300x256.jpg\" alt=\"etapas_ACV\" width=\"678\" height=\"578\" \/><\/p>\n<p>A partir da separa\u00e7\u00e3o dos usos de \u00e1gua em \u201cconsuntivos\u201d (capta\u00e7\u00e3o para uso<br \/>\nindustrial, na irriga\u00e7\u00e3o, abastecimento, etc.) e \u201c n\u00e3o- consuntivos\u201d (gera\u00e7\u00e3o de energia<br \/>\nhidrel\u00e9trica, navega\u00e7\u00e3o) ,Owens (2002) classificou alguns indicadores para uso e<br \/>\nconsumo de \u00e1gua.<\/p>\n<p>Heuvelmans et al. (2005) sugerem tr\u00eas categorias de impacto ambiental e seus<br \/>\nrespectivos indicadores ambientais, associados \u00e0 disponibilidade h\u00eddrica. Duas das<br \/>\ncategorias sugeridas s\u00e3o relativas \u00e0s entradas no sistema: esgotamento dos recursos<br \/>\n(que diz respeito ao futuro das reservas h\u00eddricas) e uso do solo ( que se preocupa com as<br \/>\nmudan\u00e7as das respostas relativas ao ciclo hidrol\u00f3gico de acordo com a ocupa\u00e7\u00e3o do<br \/>\nsolo). A terceira categoria sugerida diz respeito \u00e0s sa\u00eddas do sistema: balan\u00e7o h\u00eddrico<br \/>\nregional, relacionado a riscos de escassez h\u00eddrica, enchentes e disponibilidade h\u00eddrica<br \/>\npara locais a jusante.<\/p>\n<p>Os m\u00e9todos para a determina\u00e7\u00e3o da pegada h\u00eddrica, relacionada \u00e0 metodologia<br \/>\nde ACV podem variar desde a simples obten\u00e7\u00e3o de invent\u00e1rios at\u00e9 complexos modelos<br \/>\nde avalia\u00e7\u00e3o de impacto na qual conseq\u00fc\u00eancias para a sa\u00fade humana, ecosistemas e<br \/>\nrecursos naturais (tanto no midpoint como no endpoint) s\u00e3o avaliadas. O desafio<br \/>\nconceitual se inicia a partir da obten\u00e7\u00e3o dos invent\u00e1rios, pois atualmente os invent\u00e1rios<br \/>\ndo ciclo de vida n\u00e3o abrangem informa\u00e7\u00f5es sobre a diferencia\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, fluxos e<br \/>\nqualidade da \u00e1gua (BERGER. e FINKBEINER, 2011).<\/p>\n<p>Marzullo3 et al (2010), ao sugerirem uma uni\u00e3o metodol\u00f3gica entre a exibida<br \/>\npela WFN e a abordagem da metodologia de ACV, constataram que os invent\u00e1rios do<br \/>\nciclo de vida n\u00e3o devem ser consolidados para o c\u00e1lculo da \u00e1gua cinza pois a carga<br \/>\nambiental \u00e9 lan\u00e7ada com impactos diferenciados para cada corpo h\u00eddrico receptor, o<br \/>\nque diferencia da consolida\u00e7\u00e3o dos invent\u00e1rios de emiss\u00f5es de CO2, por exemplo, na<br \/>\nqual o impacto causado (mudan\u00e7as clim\u00e1ticas) \u00e9 global e n\u00e3o regional.<\/p>\n<p>De acordo com Koehler (2008), em 2007 a \u201cUNEP\/SETAC Life Cycle Initiative\u201d, formou um grupo de especialistas para desenvolver um esquema de invent\u00e1rio de ACV integrado com a avalia\u00e7\u00e3o de uso da \u00e1gua e conseq\u00fcente caracteriza\u00e7\u00e3o de danos \u00e0s \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana, qualidade dos ecossistemas e recursos naturais. Os esfor\u00e7os s\u00e3o direcionados ao desenvolvimento de metodologias<br \/>\nque permitam a compara\u00e7\u00e3o e escolha entre alternativas de produtos baseados em diferentes sistemas de produ\u00e7\u00e3o (por exemplo, escolher entre um produto cultivado atrav\u00e9s de irriga\u00e7\u00e3o versus o mesmo o mesmo produto produzido a partir de agricultura alimentada por \u00e1gua de chuva) e que induzam mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de consumo. Este grupo \u00e9 composto por pesquisadores de diversas institui\u00e7\u00f5es acad\u00eamicas e cientificas e representantes de ind\u00fastrias de todo o mundo.<\/p>\n<p>Bayart et al. (2010), em uma tentativa de refletir alguns resultados do citado<br \/>\ngrupo, sugerem uma s\u00e9rie de indicadores de impacto em diversos n\u00edveis de produ\u00e7\u00e3o,<br \/>\nque refletem diferentes \u00e1reas de prote\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de criar um esquema que possibilita<br \/>\ndiferenciar os impactos do uso da \u00e1gua em diferentes contextos regionais.<\/p>\n<p>Pfister et al. (2009) prop\u00f5em um indicador de \u201cpriva\u00e7\u00e3o de \u00e1gua\u201d como um<br \/>\nm\u00e9todo de avalia\u00e7\u00e3o dos impactos causados pelo consumo dos recursos h\u00eddricos. Este<br \/>\nindicador \u00e9 calculado em fun\u00e7\u00e3o da escassez h\u00eddrica considerando as condi\u00e7\u00f5es<br \/>\nhidrol\u00f3gicas regionais. Varia\u00e7\u00f5es sazonais de precipita\u00e7\u00e3o e de capacidade de<br \/>\narmazenamento h\u00eddrico tamb\u00e9m foram inclu\u00eddas. O indicador proposto \u00e9 posteriormente<br \/>\nrelacionado \u00e0 categoria de danos \u00e0 sa\u00fade humana assim como \u00e0 desnutri\u00e7\u00e3o causada<br \/>\npela indisponibilidade de \u00e1gua pot\u00e1vel para irriga\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o de cultivos. Da mesma<br \/>\nforma, o citado indicador tamb\u00e9m se relaciona \u00e0 qualidade dos ecossistemas e a<br \/>\ndefici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria (mat\u00e9ria org\u00e2nica) devido \u00e0 escassez h\u00eddrica.<\/p>\n<p>Na metodologia desenvolvida por Ridoutt &amp; Pfister (2010) foi utilizado o \u00edndice<br \/>\nde estresse h\u00eddrico (WSI &#8211; \u201cwater stress \u00edndex\u201d) desenvolvido por Pfister et al. (2009)<br \/>\npara obter os fatores de caracteriza\u00e7\u00e3o de estresse h\u00eddrico relevantes a cada local onde a<br \/>\n\u00e1gua foi consumida.<\/p>\n<p>A Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Normaliza\u00e7\u00e3o (ISO), atrav\u00e9s de um grupo de<br \/>\ntrabalho composto por especialistas de mais de 30 pa\u00edses, iniciou em 2009 a elabora\u00e7\u00e3o<br \/>\nde um rascunho preliminar sobre o que poderia ser considerado em uma norma de<br \/>\npegada h\u00eddrica. Este rascunho preliminar se tornou recentemente um rascunho oficial<br \/>\nda norma ISO 14046.<\/p>\n<p>O Brasil participou ativamente na elabora\u00e7\u00e3o desta proposta atrav\u00e9s de uma comiss\u00e3o de estudos do comit\u00ea brasileiro de meio ambiente da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Normas T\u00e9cnicas (ABNT\/CB38) composta por integrantes da academia e ind\u00fastria, inclusive com a participa\u00e7\u00e3o da CNI ( Confedera\u00e7\u00e3o nacional da Industria). Esta nova norma<br \/>\n(ISO 14046) apresenta diretrizes para a avalia\u00e7\u00e3o da pegada h\u00eddrica dentro de<br \/>\numa abordagem de ACV baseada nas normas ISO 14040 E 14044.<\/p>\n<p><strong>AN\u00c1LISE<\/strong><\/p>\n<p>Para Santos(2011), da mesma forma que j\u00e1 acontece com a pegada de carbono,<br \/>\na pegada h\u00eddrica tamb\u00e9m tem o potencial de permitir que os consumidores se tornem<br \/>\nmais conscientes dos impactos de suas decis\u00f5es e desse modo ter mais<br \/>\nresponsabilidades em seus padr\u00f5es de consumo. Desta forma, a pegada h\u00eddrica<br \/>\ncalculada a partir da metodologia da WFN pode confundir os consumidores quanto aos<br \/>\nreais impactos causados ao ambiente, j\u00e1 que apenas soma os recursos h\u00eddricos utilizados<br \/>\n(azul, verde e cinza) sem levar em considera\u00e7\u00e3o as diferen\u00e7as entre as localidades de<br \/>\nconsumo e suas possibilidades ou n\u00e3o de estresse h\u00eddrico. A mesma autora tamb\u00e9m<br \/>\navalia que o mesmo n\u00e3o ocorre ao se utilizar a metodologia desenvolvida por<br \/>\npesquisadores da ACV, que v\u00eam desenvolvendo categorias de caracteriza\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nimpactos potenciais de acordo com as variabilidades espa\u00e7o temporais de cada<br \/>\nlocalidade.<\/p>\n<p>Segundo THOMAS, P.(2011) o Brasil possui 12% da disponibilidade de \u00e1gua<br \/>\ndo mundo, distribu\u00edda em 12 regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas. Entretanto esta distribui\u00e7\u00e3o \u00e9<br \/>\ndesigual pelo pa\u00eds pois 75% da \u00e1gua dispon\u00edvel no Brasil est\u00e1 alocada na regi\u00e3o<br \/>\nAmaz\u00f4nica, onde h\u00e1 concentra\u00e7\u00e3o de apenas 5% da popula\u00e7\u00e3o brasileira. O restante<br \/>\n(25%) est\u00e1 alocada pelo resto do pa\u00eds, com a concentra\u00e7\u00e3o de 95% da popula\u00e7\u00e3o e a<br \/>\ndemanda total de \u00e1gua por micro bacia est\u00e1 concentrada justamente nesta regi\u00e3o. Como<br \/>\nconseq\u00fc\u00eancia da distribui\u00e7\u00e3o desigual de \u00e1gua, o estresse h\u00eddrico ocorre em termos de<br \/>\nquantidade e qualidade da \u00e1gua em regi\u00f5es com grandes densidades demogr\u00e1ficas.<br \/>\nPara que haja a Governan\u00e7a da \u00e1gua atrav\u00e9s do monitoramento da pegada<br \/>\nh\u00eddrica em cada comit\u00ea de bacia hidrogr\u00e1fica, em primeiro lugar seria necess\u00e1rio o<br \/>\nengajamento das empresas dentro de um <a href=\"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/2016\/08\/03\/acv-na-industria-um-processo-de-evolucao-sustentavel\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">processo de evolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel com o monitoramento do invent\u00e1rio \u201cgate-to-gate\u201d <\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A Figura 4 exemplifica os elementos a serem monitorados na forma de invent\u00e1rios do ciclo de vida por cada empresa (port\u00e3o de entrada \/port\u00e3o de sa\u00edda) e cada prefeitura que administra uma determinada popula\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica, denominada aqui de unidade de processo.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-268\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/unidade-de_processo-300x261.jpg\" alt=\"unidade-de_processo\" width=\"432\" height=\"376\" \/><br \/>\nFigura4: elementos de monitoramento em uma abordagem \u201cgate-to-gate\u201d<br \/>\n(elabora\u00e7\u00e3o do autor)<\/p>\n<p>No caso da unidade de processo ser considerada como uma prefeitura municipal,<br \/>\no produto a qual a Figura 4 se refere seria o n\u00edvel de qualidade de vida da popula\u00e7\u00e3o<br \/>\nenvolvida, amarrado a indicadores de sa\u00fade, educa\u00e7\u00e3o, renda e \u00edndice de<br \/>\ndesenvolvimento humano.<\/p>\n<p>Notar que a \u00e1gua (tanto na fase de capta\u00e7\u00e3o quanto na fase de devolu\u00e7\u00e3o aos<br \/>\ncorpos h\u00eddricos) representa apenas um item de monitoramento dentro de um contexto<br \/>\nde Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida para uma evolu\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel. Neste caso, no invent\u00e1rio<br \/>\nde entradas dever\u00e1 constar, al\u00e9m da quantidade, a origem de capta\u00e7\u00e3o de \u00e1gua, a<br \/>\ndisponibilidade sazonal, os n\u00edveis de precipita\u00e7\u00e3o local assim como os par\u00e2metros de<br \/>\nqualidade da \u00e1gua. Da mesma forma, no invent\u00e1rio de sa\u00eddas toda a carga de poluentes<br \/>\n(em massa) dever\u00e1 estar inventariada para um determinado volume de efluentes que \u00e9<br \/>\nlan\u00e7ado nos corpos h\u00eddricos ao longo do tempo. Todos os aspectos ambientais de<br \/>\nentrada e sa\u00edda (intera\u00e7\u00f5es da unidade de processo com o meio ambiente) dever\u00e3o estar<br \/>\ndevidamente alocados para cada produto que sai do sistema, conforme diretrizes<br \/>\nestabelecidas pelas normas NBR ISO 14040 e NBR ISO 14044.<\/p>\n<p>Depois de sistematizado o monitoramento de invent\u00e1rios do ciclo de vida, cada<br \/>\naspecto inventariado ser\u00e1 associado ao respectivo impacto na bacia hidrogr\u00e1fica em que<br \/>\nse encontra a unidade de processo em quest\u00e3o, ou seja para cada categoria de impacto<br \/>\nanalisada ser\u00e1 poss\u00edvel abstrair um indicador de pegada h\u00eddrica local para cada \u201cproduto<br \/>\nproduzido\u201d no \u00e2mbito desta bacia.<\/p>\n<p>Supondo que todas as unidades de processo existentes em uma determinada<br \/>\nbacia hidrogr\u00e1fica tenham a pegada h\u00eddrica de seus produtos conhecida atrav\u00e9s do<br \/>\nmonitoramento dos invent\u00e1rios, ser\u00e1 poss\u00edvel prever o grau de necessidade h\u00eddrica desta<br \/>\nbacia para que a mesma suporte a produ\u00e7\u00e3o dos produtos que constam em sua sa\u00edda de<br \/>\nmaneira sustent\u00e1vel. A bacia hidrogr\u00e1fica passar\u00e1 ent\u00e3o a ter o comportamento de uma<br \/>\nunidade de processo em escala ampliada, como sugere a Figura 5.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-medium wp-image-269\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/bacia_ACV-300x251.jpg\" alt=\"bacia_ACV\" width=\"546\" height=\"456\" \/><br \/>\nFigura 5: A concep\u00e7\u00e3o de uma bacia hidrogr\u00e1fica como uma unidade de processo (elabora\u00e7\u00e3o do autor)<\/p>\n<p><strong>CONCLUS\u00d5ES<\/strong><\/p>\n<p>Partindo-se do princ\u00edpio de que todo processo de Governan\u00e7a requer um<br \/>\nprocesso de tomada de decis\u00e3o e que a metodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida \u00e9<br \/>\napontada mundialmente como uma importante ferramenta que serve de instrumento para<br \/>\neste processo, \u00e9 poss\u00edvel concluir que a pegada h\u00eddrica poder\u00e1 contribuir<br \/>\nsignificativamente na inova\u00e7\u00e3o de aloca\u00e7\u00e3o da \u00e1gua dentro de um sistema de<br \/>\ngerenciamento de recursos h\u00eddricos.<\/p>\n<p>Dentro de um processo de Governan\u00e7a da \u00c1gua, a determina\u00e7\u00e3o da pegada<br \/>\nh\u00eddrica de cada produto que \u00e9 produzido em uma determinada bacia hidrogr\u00e1fica pode<br \/>\nse tornar uma ferramenta anal\u00edtica, podendo inclusive servir de instrumento para<br \/>\nauxiliar a compreender como estes produtos contribuem para escassez e polui\u00e7\u00e3o dos<br \/>\nrecursos h\u00eddricos dentro de um contexto de avalia\u00e7\u00e3o dos impactos relacionados.<\/p>\n<p>Adotando-se uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica de muito longo prazo, o uso do<br \/>\nmonitoramento da pegada h\u00eddrica tende a ser um instrumento de extrema import\u00e2ncia<br \/>\nem processos de tomada de decis\u00f5es estrat\u00e9gicas sobre o uso de recursos pelas<br \/>\natividades humanas de modo sustent\u00e1vel inclusive sobre o sistema h\u00eddrico mundial.<br \/>\nComo um instrumento regional, a avalia\u00e7\u00e3o de pegada h\u00eddrica pode auxiliar na<br \/>\ncompreens\u00e3o do que pode ser feito em termos de planejamento estrat\u00e9gico para a<br \/>\noutorga e cobran\u00e7a pelo uso da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Com esta forma de monitoramento pela pegada h\u00eddrica dos produtos de uma<br \/>\nbacia hidrogr\u00e1fica, ficaria mais f\u00e1cil assegurar \u00e0 atual e \u00e0s futuras gera\u00e7\u00f5es a necess\u00e1ria<br \/>\ndisponibilidade de \u00e1gua, em padr\u00f5es de qualidade adequados aos respectivos usos assim<br \/>\ncomo induzir a uma utiliza\u00e7\u00e3o racional e integrada dos recursos h\u00eddricos, incluindo o<br \/>\ntransporte aquavi\u00e1rio, com vistas ao desenvolvimento sustent\u00e1vel, como prev\u00ea a pol\u00edtica<br \/>\nNacional de Recursos H\u00eddricos.<\/p>\n<p>O monitoramento da pegada h\u00eddrica tamb\u00e9m contribuiria para disciplinar os<br \/>\ndiversos usos da \u00e1gua (facilitando o processo de outorga) al\u00e9m de incentivar o uso<br \/>\nracional para a melhor adequa\u00e7\u00e3o dos recursos financeiros arrecadados pela cobran\u00e7a do<br \/>\nuso da \u00e1gua.<\/p>\n<p>Em quest\u00f5es de sustentabilidade, \u00e9 preciso a ado\u00e7\u00e3o de uma vis\u00e3o sist\u00eamica na<br \/>\nperspectiva de que nada existe por si s\u00f3, ou seja, a realiza\u00e7\u00e3o de um evento est\u00e1 sempre<br \/>\ninterligada \u00e0 outro evento com diferentes causas e com os respectivos efeitos. A<br \/>\nmetodologia de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida pretende usar esta vis\u00e3o sist\u00eamica dentro de<br \/>\num contexto cient\u00edfico de sustentabilidade na qual a \u00e1gua desempenha um importante<br \/>\npapel. Desta forma, os desafios metodol\u00f3gicos ser\u00e3o mais facilmente vencidos.<\/p>\n<p>Artigo apresentado no III GOV\u00c1GUA \u2013 Congresso Internacional de Governan\u00e7a da \u00c1gua &#8211; USP em novembro de 2011 com o t\u00edtulo &#8220;DESAFIOS METODOL\u00d3GICOS PARA A GOVERNAN\u00c7A DA \u00c1GUA<br \/>\nATRAV\u00c9S DO MONITORAMENTO DA PEGADA H\u00cdDRICA&#8221;<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" src=\"http:\/\/www.meet.com.br\/wp-content\/uploads\/2022\/03\/alquimia96-300x225.jpg\" alt=\"alquimia96\" width=\"1024\" height=\"768\" class=\"alignnone size-medium wp-image-270\" \/><\/p>\n<p><strong>REFER\u00caNCIAS<\/strong><br \/>\nALDAYA, MM; HOEKSTRA, AY AND ALLAN, JA (2008) Strategic Importance of<br \/>\nGreen Water in international Crop Trade\u2019, Value of Water Research Report Series<br \/>\nNo 25, UNESCO-IHE, Delft, Netherlands. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nhttp:\/\/www.waterfootprint.org\/?page=files\/Publications<br \/>\nASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. NBR ISO 14040: Gest\u00e3o<br \/>\nambiental: Avalia\u00e7\u00e3o do ciclo de vida: Princ\u00edpios e estrutura. Rio de Janeiro, 2009.<br \/>\nASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE NORMAS T\u00c9CNICAS. NBR ISO 14044: Gest\u00e3o<br \/>\nAmbiental: Avalia\u00e7\u00e3o do ciclo de vida: Requisitos e Orienta\u00e7\u00f5es, Rio de Janeiro, 2009.<br \/>\nBAYART, JB; BULLE,C; DESCH\u00caNES, L; MARGNI, M; PFISTER, S; VINCE, F;<br \/>\nKOEHLER, A. (2010) A framework for assessing off-stream freshwater use in<br \/>\nLCA. Int J Life Cycle Assess (2010) 15:439\u2013453<br \/>\nBERGER,M. e FINKBEINER,M. &#8211; Methodological challenges in water footprinting<br \/>\n&#8211; Artigo apresentado no CILCA 2011 \u2013 Congresso Internacional de Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo<br \/>\nde Vida na Am\u00e9rica Latina \u2013abril de 2011 \u2013<br \/>\nCHAPAGAIN, A.K. AND HOEKSTRA, A.Y. (2004) \u2018Water footprints of nations\u2019 ,<br \/>\nValue of Water Research Report Series No.16, UNESCO-IHE.<br \/>\nEEA &#8211; European Environment Agency &#8211; Life Cycle Assessment (LCA); A guide to<br \/>\napproaches, experiences and information sources &#8211; Agosto de 1997 \u2013 Dispon\u00edvel em:<br \/>\nhttp:\/\/www.eea.europa.eu\/publications\/GH-07-97-595-EN-C\/Issue-report-No-6.pdf<br \/>\nFCW &#8211; Forestry Commission Wood &#8211; SITE &#8211; consulta realizada em 08\/08\/2011 &#8211;<br \/>\nhttp:\/\/www.woodfootprint.co.uk\/research\/file-cabinet<br \/>\nGFN \u2013 Global Footprint Network &#8211; Consulta realizada no site da GFN em 05<br \/>\n\/08\/2011 dispon\u00edvel em<br \/>\nhttp:\/\/www.footprintnetwork.org\/en\/index.php\/GFN\/page\/basics_introduction\/<br \/>\nGIUDICE, F., ROSA, G. L., &amp; RISITANO, A. Product design for the environment :<br \/>\nA life cycle approach CRC Press, USA (2006)Raton, FL : CRC Press<br \/>\nHEUVELMANS, G., MUYS, B. AND FEYEN, J. (2005). &#8220;Extending the Life Cycle<br \/>\nMethodology to Covers Impacts of Land Use Systems on the Water Balance.&#8221;<br \/>\nInternational Journal of Life Cycle Assessment 10(2): 113-119<br \/>\nHOEKSTRA, A.Y e HUNG, P.Q. &#8211; virtual Water Trade &#8211; A Quantification of virtual<br \/>\nwater flows between nations in relation to International Crop Trade \u2013 Relat\u00f3rio (S\u00e9rie<br \/>\nn\u00famero 11) de pesquisa sobre o Valor da \u00e1gua da UNESCO \u2013 setembro de 2002<br \/>\nIII GOV\u00c1GUA \u2013 Congresso Internacional de Governan\u00e7a da \u00c1gua &#8211; USP (novembro de 2011)<br \/>\nHOEKSTRA, A.Y. (ed.) (2003) Virtual water trade: Proceedings of the International Expert<br \/>\nMeeting on Virtual Water Trade, Delft, The Netherlands, 12-13 December 2002, Value of<br \/>\nWater Research Report Series No.12, UNESCO-IHE, Delft, The Netherlands,<br \/>\nwww.waterfootprint.org\/Reports\/Report12.pdf<br \/>\nHOEKSTRA, AY; CHAPAGAIN, AK; ALDAYA,MM AND MEKONNEN, MM<br \/>\n(2011). The Water Footprint Assessment Manual: Setting the Global Standard.<br \/>\nEarthscan; London, UK; Washington DC, USA. Dispon\u00edvel em:<br \/>\nhttp:\/\/www.waterfootprint.org\/?page=files\/WaterFootprintAssessmentManual<br \/>\nKOEHLER, A. (2008) Water use in LCA: managing the planet\u2019s freshwater<br \/>\nresources. International Journal of Life Cycle Assessment 13: 451-455.<br \/>\nMARZULLO1, R.C.M. \u2013 Coordenadora da proposta brasileira para a elabora\u00e7\u00e3o da<br \/>\nnova norma ISO 14046 sobre pegada h\u00eddrica &#8211; Comunica\u00e7\u00e3o pessoal \u2013 julho de 2011<br \/>\nrita.monteiro@gmail.com<br \/>\nMARZULLO2, R.C.M e MATAI, P.H.L.S..- LCA in Industry: a process of<br \/>\nsustainable evolution- Artigo apresentado no CILCA 2011 \u2013 Congresso Internacional<br \/>\nde Avalia\u00e7\u00e3o do Ciclo de Vida na Am\u00e9rica Latina \u2013Coatzacoalcos \u2013 M\u00e9xico &#8211; abril de<br \/>\n2011 &#8211; O artigo pode ser solicitado por email : rita.monteiro@gmail.com ou<br \/>\nrita.monteiro@usp.br<br \/>\nMARZULLO3, R.C.M et al..- Pegada H\u00eddrica da \u00e1gua: necessidade de \u00e1gua para a<br \/>\nobten\u00e7\u00e3o de \u00e1gua- Artigo apresentado no II Congresso brasileiro de Avalia\u00e7\u00e3o do<br \/>\nCiclo de Vida \u2013 Florian\u00f3polis \u2013 SC &#8211; novembro, 2010 \u2013 O artigo pode ser solicitado<br \/>\npor email : rita.monteiro@gmail.com ou rita.monteiro@usp.br<br \/>\nOWENS JW (2002) Water resources in life cycle assessment\u2014 considerations in<br \/>\nchoosing category indicators. J Ind Ecol 5(2):37\u201354<br \/>\nPFISTER, S., KOEHLER, A. AND HELLWEG, S. (2009) \u2018Assessing the<br \/>\nenvironmental impacts of freshwater consumption in LCA\u2019, Environmental Science<br \/>\nand Technology, vol 43, pp4098\u20134104<br \/>\nPORTO, Monica F. A.; PORTO, Rubem La Laina. Gest\u00e3o de bacias<br \/>\nhidrogr\u00e1ficas.Estud. av., S\u00e3o Paulo, v. 22, n. 63, 2008 . Available from<br \/>\nhttp:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S0103-<br \/>\n40142008000200004&amp;lng=en&amp;nrm=iso . access on 05 Aug. 2011.<br \/>\nhttp:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S0103-40142008000200004<br \/>\nRIDOUTT, B. G. AND PFISTER, S. (2010) \u2018A revised approach to water footprinting to<br \/>\nmake transparent the impacts of consumption and production on global freshwater<br \/>\nscarcity\u2019, Global Environmental Change, vol 20(1), pp113\u2013120.<br \/>\nSANTOS, F.P.R. &#8211; Apresenta\u00e7\u00e3o do conceito de Pegada H\u00eddrica e das metodologias<br \/>\nde an\u00e1lise segundo a WFN ( Water Footprint Network) e a ACV (Avalia\u00e7\u00e3o do<br \/>\nIII GOV\u00c1GUA \u2013 Congresso Internacional de Governan\u00e7a da \u00c1gua &#8211; USP (novembro de 2011)<br \/>\nCiclo de Vida) &#8211; Monografia para conclus\u00e3o do Curso de Especializa\u00e7\u00e3o em Gest\u00e3o<br \/>\nAmbiental da Escola Polit\u00e9cnica da UFRJ &#8211; Rio de Janeiro &#8211; 2011<br \/>\nSVOBODA,S.- Note on Life Cycle Analysis &#8211; National Pollution Prevention Center<br \/>\nfor Higher Education \u2022 University of Michigan May be reproduced, Mar\u00e7o de 2005 &#8211;<br \/>\nDispon\u00edvel em<br \/>\nhttp:\/\/www.umich.edu\/~nppcpub\/resources\/compendia\/CORPpdfs\/CORPlca.pdf<br \/>\nSUTTON, E &#8211; Footprinting: What is it and How Do You Erase Them &#8211; Infosecwriters.<br \/>\nDecember, 2005 ; Available from<br \/>\nhttp:\/\/www.infosecwriters.com\/text_resources\/pdf\/Footprinting.pdf<br \/>\nTHOMAS, P. &#8211; Especialista em Recursos H\u00eddricos, D.Sc- . &#8211; Superintendente Adjunto<br \/>\nde Regula\u00e7\u00e3o &#8211; Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas \u2013 ANA &#8211; Palestra &#8211; &#8220;Gerenciamento de<br \/>\nRecursos H\u00eddricos no Brasil&#8221; ; Palestra proferida em workshop da comiss\u00e3o de<br \/>\nestudos que trabalha na consolida\u00e7\u00e3o da proposta brasileira para a Norma ISO 14046-<br \/>\ncomunica\u00e7\u00e3o pessoal; setembro 2011.<br \/>\nVAN BELLEN, Hans Michael. Desenvolvimento sustent\u00e1vel: uma descri\u00e7\u00e3o das<br \/>\nprincipais ferramentas de avalia\u00e7\u00e3o. Ambient. soc., Campinas, v. 7, n. 1, jun. 2004<br \/>\n. Dispon\u00edvel em http:\/\/www.scielo.br\/scielo.php?script=sci_arttext&amp;pid=S1414-<br \/>\n753X2004000100005&amp;lng=pt&amp;nrm=iso. acess om 05 ago. 2011.<br \/>\nhttp:\/\/dx.doi.org\/10.1590\/S1414-753X2004000100005.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dra Rita de C\u00e1ssia Monteiro Marzullo Dentro de um contexto de vis\u00e3o estrat\u00e9gica de longo prazo para a Governan\u00e7a da \u00c1gua,o monitoramento da pegada h\u00eddrica de produtos fabricados dentro de cada divis\u00e3o territorial denominada bacia hidrogr\u00e1fica pode servir como um importante instrumento no processo de tomada de decis\u00e3o tanto em n\u00edvel local, atrav\u00e9s do comit\u00ea&hellip;&nbsp;<a href=\"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/2022\/03\/29\/monitoramento-da-pegada-hidrica-por-bacia-hidrografica\/\" class=\"\" rel=\"bookmark\">Continue a ler &raquo;<span class=\"screen-reader-text\">Monitoramento da PEGADA H\u00cdDRICA  por Bacia Hidrogr\u00e1fica<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":293,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"neve_meta_sidebar":"","neve_meta_container":"","neve_meta_enable_content_width":"","neve_meta_content_width":0,"neve_meta_title_alignment":"","neve_meta_author_avatar":"","neve_post_elements_order":"","neve_meta_disable_header":"","neve_meta_disable_footer":"","neve_meta_disable_title":"","footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363"}],"collection":[{"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=363"}],"version-history":[{"count":0,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/363\/revisions"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/293"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=363"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=363"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/www.meet.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=363"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}